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| Owen Wilson e Alan Ritchson formam uma dupla bem humorada tentando fugir de uma quadrilha enquanto transportam um órgão para transplante (Fotos: Diamond Films) |
Maristela Bretas
Um órgão para transplante. Uma jornada insana para salvar uma vida em apenas três horas e uma dupla disposta a tudo para chegar a tempo. Mesmo que, para isso, precise enfrentar uma quadrilha de mafiosos.
Esta é a história de "Três Horas Para Viver" ("Runner"), filme em cartaz nos cinemas que conta com um trio de protagonistas bastante versátil. A começar pelo brasileiro Rodrigo Santoro ("O Tradutor"- 2019 e "O Último Azul" - 2025), como um vilão que enfrenta o "parrudo" Alan Ritchson (da série "Reacher" - exibida desde 2022 no Prime Vídeo) e o engraçado Owen Wilson ("Uma Noite no Museu 3" - 2015 e "Zoolander 2" - 2016).
Os três protagonizam perseguições eletrizantes em alta velocidade, muita ação, tiroteios, pancadaria e até algumas cenas de emoção, numa corrida contra o tempo em que o que realmente importa é quem vai ficar com a carga.
Na trama, o ex-soldado e transportador de elite Hank Malone (Alan Ritchson) precisa levar Ben Bishop (Owen Wilson) a um hospital, junto com um fígado que será transplantado em uma menina de sete anos. O prazo máximo para que o órgão não seja perdido é de três horas.
O que parecia uma operação simples se complica quando entra em cena Damián Zaldívar (Santoro), líder de uma organização criminosa que, junto com sua quadrilha, está disposto a fazer qualquer coisa para colocar as mãos no órgão. Os três protagonistas, no entanto, têm motivos pessoais para querer completar sua missão.
Ritchson mantém o perfil de seu personagem na série, Jack Reacher (difícil não associá-lo ao agente fortão), mas também consegue entregar emoção. Além disso, forma uma dupla muito engraçada e carismática com o veterano Owen Wilson, conhecido por seus marcantes papéis cômicos.
Rodrigo Santoro recebeu um personagem bastante canastrão e exagerado, que só não deu errado graças ao talento do ator. Ele consegue mesclar violência e humor, até mesmo quando fala três idiomas em uma só frase (uma verdadeira sopa de letrinhas). O brasileiro mostra que sabe contornar as limitações de um roteiro e dar brilho ao personagem.
Dá para imaginar uma briga entre Ritchson e Santoro, no mano a mano (e com algumas facas)? Até parece injusto, mas o brasileiro dá uma boa surra no grandão. Ponto para a interpretação de Ritchson, que mostrou que até os brutos apanham!
Outro ponto positivo é a direção de Scott Waugh, que soube dosar ação e humor sem perder uma das principais características de seu trabalho: apostar na pancadaria, com cenas de luta bem coreografadas, mesmo que absurdas.
"Três Horas Para Viver" perde um pouco o ritmo quando entram as cenas mais emotivas e o excesso de clichês, mas nada que chegue a desagradar ao público. É aquele típico filme de Sessão da Tarde que vale a pena assistir.
Ficha técnica:
Direção: Scott WaughRoteiro: Miles Hubley e Tommy White
Produção: Broken Road Productions e Industry Entertainment
Distribuição: Diamond Films Brasil
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h38
Classificação: 16 anos
Países: EUA e Austrália
Gêneros: ação, suspense, comédia










